A minha experiência Erasmus na Grécia
Mobilidade / 2011-04-12

 

Tudo começou quando soube que iria haver uma palestra sobre o programa Erasmus no anfiteatro da nossa escola. Sabia que realizar este programa, era uma oportunidade única na vida, para viajar, conhecer um outro país, conviver numa sociedade com costumes e tradições diferentes e ganhar também um diferente nível de emancipação. 
Depois da palestra, vi imensas das dúvidas que tinha, serem esclarecidas, e foi crescendo a vontade de estudar no estrangeiro. Para o inicio do processo foi muito importante também que nos fossem fornecidas informações sobre o local para o qual iríamos realizar o programa Erasmus, e depois de muitas observações, escolhi como destino Atenas, capital da Grécia.
Não escondo que mudar duma cidade de 40000 habitantes, para uma metrópole de 4000000 habitantes, seduzia-me imenso. Podemos acrescentar também que todos os vestígios arqueológicos presentes da Grécia Antiga me ajudaram a fazer a minha escolha.
Uma das outras razões que me puxou imenso para embarcar neste projecto foi o facto de sair de casa dos meus pais por mais de duas semanas. Entenda-se com isto que não procurava liberdade, mas sim emancipação. Queria saber o que era cuidar de uma casa sozinho, da minha roupa, da minha comida, das minhas finanças. Afinal de contas é o que nos espera quando entrarmos no mercado de trabalho.
Acho que neste aspecto aprendi imenso e estou muito grato por esta experiência me ter feito crescer a esse nível.
Tendo consciência que não visitei a Grécia no seu melhor período, posso dizer-vos que gostaria de lá regressar, pois Atenas, será sempre a cidade onde vivi experiências novas e marcantes.
Passamos algumas situações complicadas, como os dias de manifestações na cidade, pois nem sempre sabíamos ao certo quando iriam acontecer, e muitas das vezes não eram pacíficas e tememos pela nossa integridade. Neste momento existem muitas greves a nível de transportes na cidade também, como forma de protesto ao governo, mas com o passar do tempo fomos aprendendo a saber quando e como fintar estas situações, e acrescento que nunca estivemos em perigo.
Vivemos coisas que nunca pensamos acontecer. Eu nunca havia pensado anteriormente que iria jantar com mais dez pessoas, em que a língua falada seria o inglês. Nunca pensei que nessa mesma mesa de jantar iria ter tanta diversidade cultural, tantos pontos de vista diferentes sobre a mesma questão. 
Criei laços muito importantes lá, pois lá não interessa a nacionalidade, não interessa a língua, interessa que somos todos uma grande família. Estamos num país estrangeiro, com inúmeras questões por responder sobre o pais em causa, com saudades de casa, com saudades dos habituais colegas de curso, amigos, família, cônjuges, e todos damos as mãos para ultrapassar esses dias menos bons.
 

Para mais informações em: http://www.est.ipcb.pt